Universidade JP ‘06 - 1º painel
Diogo Feyo (DF) abriu o debate citando uma ideia de que a UE é "Um Gigante Económico e um Anão Político. Existem vários sistemas fiscais o que cria custos de mercado interno, particulamente nas zonas fronteiriças. DF citou vários exemplos que definem a UE, por exemplo a livre circulação de pessoas e bens, para concluir que o que o seduz mais é a Europa liberal. Que aliás, e sabe que com isso choca alguns "cânones" do CDS, defende um modelo federalista, em que os Estados vivam como iguais através de, por exemplo, um sistema bi-camarário ao nível europeu.
Do ponto de vista de DF não deixa de ser paradoxo a relação entre o alargamento europeu e os movimentos de desagragação que vemos em países como a Espanha e a Bélgica.
Concluiu a sua primeira intervenção defendo a "Europa das Liberdades"
António Lobo Xavier (ALX) começou por agradecer, na qualidade de militante do CDS, a iniciativa da Juventude Popular, e por reconhecer o facto de a JP manter «a chama viva».
Continuou referindo que vivemos num tempo de incertezas quanto ao funcionamento das nossas sociedades. Os cidadãos vão perdendo a ideia de representação política e, através da aparente proximidade com os políticos e as instituições políticas, pensam ter opinião formada sobre todos os temas e questões políticas. Que os media assumem uma posição de poderem manipular os factos e os cidadãos, ao se interporem na transmissão dos primeiros aos segundos.
Para ALX a única certeza dos dias de hoje é o mercado. Na UE todos os avanços políticos e sociais estão parados e os políticos evitam falar disso.
Particularmente em Portugal há uma grande aversão ao mercado, devido à tradição anti-liberal. O mercado, aliás, aterroriza pessoas e políticos conservadores (à esquerda e à direita). O 25 de Abril não trouxe grande apreço pelo mercado. Nem na opinião pública, nem no sistema de regime. Foi a Europa que obrigou Portugal a liberalizar a sua Economia nos anos oitenta, e não alguns governos mais abertos da década de oitenta.
ALX traça o paralelo entre 1986 e 2006 pensando que «ou a bem ou por imposição da UE, as coisas têm de mudar.»
Autor: MS
