Universidade JP ‘06 - 3º painel Paulo Portas (2)
- Não há um Islão, há vários. Não podemos confundir Islão com mundo árabe ou Médio Oriente.
- Há, no Ocidente, um certo sentimento de culpa em relação ao Islão devido a uma visão simplista das Cruzadas. Praticamente a seguir à revelação de Maomé, o Islão tornou-se uma religião de conquista (primeira vaga: Egipto, Magrebe, Portugal, Espanha, Sicilia, Itália; segunda vaga: Rússia -Tártaros, Constantinopla, Balcãs e até às portas de Viena)
- Primeiro atitude diplomática assinatura da Paz com a Santa Liga.
- Vasco da Gama acaba por ser o veículo da alteração da posição estratégica do Império Otomano
- Não há nenhuma razão histórica para sentimento de culpa ou de inferioridade do Ocidente face ao Islão
- O vitimismo do Islão, que se queixa de ter perdido estatuto de grande civilização a partir do séc. XVII, cria muito mal-estar e faz com se procurem culpados - Mongóis, Turcos, Impérios Ocidentais (Inglaterra França), Judeus (Israel) e por fim Europa.
- Saddat, p.ex., "tinha" de ser assassinado porque "significava a corupção da sociedade muçulmana"
- Atraso económico no Islão (sem petróleo, o mundo árabe exportaria tanto quanto a Finlândia)
- O que levou a esse atraso? Falta de cosmopolismo - valor a prexar por nós. Rejeição do que é novo: O ocidente sempre teve embaixadores nos estados árabes, peregrinos e nenhum grande escritor ocidental foi traduzido até ao séc. XIX.
Autor: MS
