Universidade JP ‘06 - 3º painel Paulo Portas (3)
- A nossa sociedade é incompatível com os estados islâmicos mais atrasados, desde já pela posição da mulher.
- Ataturk, é motivo de ódio para os fundamentalistas, pois é o única caso em que o Islão derrota, ele mesmo, o radicalismo. Acabou com o Califado, o véu e o alfabeto.
- Na revolução iraniana, um dos preceitos fundamentais, era a incompatibilidade do Islão com a mulher poder assinar ou ter um papel na sociedade. Não nos podemos vergar a essas atitudes.
- Dificuldade de comunicação entre os mundos religioso e político do Islão e Ocidente.
- No Islão a Sharia é lei constitucional, comercial, etc. Não há conceito de lei, como nós a temos.
- O Estado-Nação não existe no Islão.
- Oposição política na Europa é e foi entre tirania e liberdade, e no Islão não existe essa dicotomia.
- O politicamente correcto levou que a Europa saudasse o Ayatollah Khomeini por derrotar o Xá oligarca
- O laicismo é uma ideia cristã que não existe no Islão, o Califa é a sombra de Deus, «Maomé foi o seu próprio Constantino.» Não há sectores leigos, porque não pode haver sectores sem estarem sobre a Lei de Deus, daí o problema de comunicação.
- É melhor incentivar, passo-a-passo, a criação de liberdades no Islão, do que impôr um modelo (o democrático).
- O Egipto, regime autocrático com pressões sociais fundamentalistas muito forte, se treme ou cai, tem consequências tremendas para o Ocidente. Marrocos, com o rei-herdeiro a tentar reformar, enfrenta ataques terroristas no seu solo, e uma pressão fundamentalista igualmente forte.
- Poucas pessoas perceberam que a revolução iraniana teve o mesmo impacte no mundo Islâmico, que a russa e a francesa na Europa. Representa um regresso face à abertura ao mundo, e inspira grande parte dos movimentos terroristas e terá por muit mais tempo
- A Turquia, como antigo Império - facto que se deverá ter em atenção quando se lida com ela - deve ser isto como o exemplo de como refrear o fundamentalismo. Vive uma grande tensão interior entre a base islâmica e o estado intolerante com o fundamentalismo. A Turquia é o melhor amigo do Ocidente em toda esta matéria. O Irão é o país mais gerador de reacção contra o Ocidente. Os dois antigos impérios islâmicos: Persa e Otomano.
Conclusão:
- Compreender o mundo islâmico,
- Confiar na globalização como geradora de abertura
- Não será inédito verificar o grau de lealdade dos imigrantes aos valores ocidentais e constitucionais.
Autor: MS
