Autor: DM
Autor: DM
Sobre o miúdo da bola, esclarecendo equívocos
Aqui dividem-se os liberais em dois. Os que acham que por ele ser o dono da bola tem todo o direito de exercer o seu poder e aqueles que acham que por uma conduta ética e por estado de direito o seu poder deve ser limitado.
(…)
Os equívocos abundam. O primeiro é o de que o dono da bola não tem mérito, quando tem o mérito de perceber que a bola é um bem apetecível para os seus colegas de escola, e que esse facto lhe poderá conferir poder negocial nos termos do seu divertimento, nomeadamente no que toca a decidir o que é feito e sob que regras. Além disso, outro equívoco é pensar que o uso desse poder negocial é um exercício de poder. Nada disso. O exercício de “poder”, na acepção que me parece ser a expressa pelo Hugo Garcia, pressupõe coerção. Ora todos os outros, os que não têm a bola, não são obrigados a nada.
Autor: MS
