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Cortar a Direito

 

Comunicado

19.06.2006 

Reuniu na passada quinta-feira a Comissão Política Nacional da Juventude Popular tendo entendido tornar públicas as seguintes considerações: 

  • Estatuto da Carreira Docente
    • A Juventude Popular aguarda com serenidade por uma maior e mais completo esclarecimento das intenções do Governo para que possa pronunciar-se de uma forma responsável e construtiva;
    • A Juventude Popular condena as greves levadas a cabo pelos sindicatos de professores para discussão do assunto, considerando uma grave irresponsabilidade que estas se realizem em vésperas de exames, prejudicando inevitavelmente o desempenho dos alunos;
    • A Juventude Popular constata, com perplexidade, que mais uma vez a jornada de luta dos professores coincide com uma véspera de feriado, que no caso dos concelhos que têm como feriado municipal o dia de Santo António faz com que a greve seja entre dois feriados;
    • A Juventude Popular considera que com esta actuação, a agenda dos sindicatos de professores é cada vez menos a educação e cada vez mais interesses corporativos inaceitáveis, representando estes sindicatos uma minoria que deixa mal vista perante a opinião pública uma classe fundamental ao desenvolvimento do país.
 
  • GM Azambuja
    • A Juventude Popular acompanha com preocupação o desenrolar dos acontecimentos na fábrica da GM da Azambuja.
    • A Juventude Popular está convicta que o encerramento da GM, causado pela opção por Espanha para a produção do modelo Combo, tem como causa a elevada carga fiscal existente em Portugal, que torna o nosso país escandalosamente menos competitivo quando comparado com um estado vizinho.
    • A Juventude Popular entende ser prudente que não se realizem greves, especialmente se os trabalhadores estiverem com os empregos ameaçados.
    • A Juventude Popular entende ser tempo de terminar com incentivos fiscais desmedidos a empresas estrangeiras para se instarem em Portugal que, invariavelmente, abandonam o território findo o tempo dos benefícios em causa, condenando ao desemprego centenas de famílias. A acrescer ao desemprego está a injustiça de serem as empresas e famílias portuguesas, com os seus impostos, a pagar os benefícios que o Estado Português concede nesse âmbito.
    • A Juventude Popular entende que o caminho da competitividade fiscal é o da descida generalizada dos impostos e não da atribuição arbitrária de incentivos e benefícios a projectos específicos.
 
 

A Comissão Política Nacional